quinta-feira, 18 de julho de 2013

FOLCLORE


O folclore é o conjunto preservado das tradições populares. É a ciência que aglutina as tradições de uma região. É o patrimônio cultural popular espontâneo de uma terra, forjado sob o tropel dos festejos e cantigas tradicionais.
Para que o fato seja folclórico, de aceitação popular, é transmitido oralmente, sem um processo de ensino sistematizado. O folclore tem seu pilar de sustentação no saber popular, no campo da simplicidade, sem qualquer participação da criação planejada. Ex.: mulheres após parto.
Para um fato ser incluído na galeria folclórico, deve merecer a aceitação do domínio publico, afirmando – se no desfile dos anos.
O povo gaúcho tem a cultura mais universal do continente americano. Nosso folclore é vida... Terra... Luta... Festa... Dança... Sonho... Lenda... Costumes... Literatura... Ciência... Canto...
As festas juninas pintam as ores e artes as noites gaúchas. Na lenda do Negrinho do Pastoreio explode a manifestação da crença gaúcha. O pago renasce nas danças folclóricas historia da chula, Tirana, chimarrita, tatu, balaio, Anu, pezinho, etc. e floresce no bailado da Milonga, valsa, polca, bugio, veneira, etc. O rincão canta em coro as canções do Boi Barroso, Chote Laranjeira, etc. Os Causos, as trovas, as Décimas, cantada de boca em boca, utilizando uma terminologia guasca, bem regional, movendo as peças do dialeto gauchesco.
O Folclore gaúcho é a seiva da simplicidade, correndo pelas veias da hospitalidade, germinando usos e costumes espontâneos, correntes na língua popular.
No Rio Grande do Sul, o folclore é a alma do gaúcho buenacho, vestido com suas pilchas, exaltando suas belas prendas, vestidas de chita.
O Povo que não conhece sua historia é obrigado a viver de novo – dizia um grande pensador. Nosso folclore registra, na sabedoria popular, usos e costumes maravilhosos, de nossos antepassados.
O folclore é o maior patrimônio espontâneo de um povo. Nosso folclore é belo, sob o signo da hospitalidadegaúcha, o gosto contagiante do chimarrão, a pureza da alegria dos fandangos e os olhos matreiros do Cruzeiro do Sul.

Livro: ABC do Tradicionalismo Gaúcho; Salvador Ferrando Lamberty. 6 edição. Martins Livreiro




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